Um dos maiores símbolos do Carnaval de Salvador agora faz parte oficialmente do patrimônio cultural da cidade. O trio elétrico foi declarado Patrimônio Imaterial Cultural e Histórico de Salvador após a sanção de uma lei pelo prefeito Bruno Reis, publicada na última quinta-feira (5).
Com o reconhecimento, o equipamento passa a integrar a lista de manifestações culturais protegidas pelo município, ao lado de tradições como o Olodum, o ofício das baianas de acarajé e a roda de capoeira. A medida também permite a criação de ações de preservação e o acesso a editais de fomento cultural.
A origem do trio elétrico remonta a 1951, quando os músicos Osmar Macêdo e Dodô (Adolfo Nascimento) adaptaram um Ford Modelo T para tocar frevo pelas ruas da capital baiana. A experiência ganhou novas proporções com a entrada de Temístocles Aragão, que ajudou a transformar o projeto em um palco móvel sobre rodas.
Mais de sete décadas depois, o Carnaval de Salvador conta com cerca de 500 equipamentos entre trios e mini trios. O aluguel de um deles pode variar entre R$ 70 mil e R$ 500 mil, dependendo do porte e da estrutura.





































