O Brasil relembra nesta segunda-feira (2) os 30 anos da morte dos integrantes dos Mamonas Assassinas, um dos maiores fenômenos da música brasileira nos anos 1990. Em pouquíssimo tempo de carreira, o grupo conquistou o país de forma avassaladora, misturando humor escrachado e talento musical em canções que transitavam entre rock, pop, pagode, sertanejo e heavy metal.
Vindos de Guarulhos, cinco jovens transformaram irreverência em marca registrada. A banda era formada por Dinho (vocal), Bento Hinoto (guitarra), Júlio Rasec (teclado), Sérgio Reoli (bateria) e Samuel Reoli (baixo). Antes da fama nacional, atendiam pelo nome Utopia e seguiam uma linha mais séria no rock, chegando a lançar de forma independente o disco “A Fórmula do Fenômeno”, em 1992.
O sucesso meteórico veio em 1995, com o lançamento do único álbum de estúdio, “Mamonas Assassinas”. O disco vendeu mais de 3 milhões de cópias no Brasil e emplacou hits como “Pelados em Santos”, “Vira-Vira”, “Robocop Gay” e “Mundo Animal”. Carismático e performático, Dinho liderava apresentações que conquistavam adultos e crianças, levando o grupo a dominar programas de TV, rádios e capas de revistas em todo o país.
O auge da trajetória, no entanto, foi interrompido de forma trágica na noite de 2 de março de 1996. Após decolar de Brasília com destino a Guarulhos, a aeronave que transportava a banda se chocou contra a Serra da Cantareira, matando todos os ocupantes. O acidente, ocorrido quando o grupo se preparava para iniciar uma carreira internacional com viagem marcada para Portugal, comoveu o Brasil e deixou uma lacuna na música nacional.
O velório e o enterro, realizados em Guarulhos, reuniram mais de 65 mil fãs e foram acompanhados em transmissão nacional pela televisão. Mesmo com apenas um álbum lançado em vida, a discografia dos Mamonas foi ampliada posteriormente com trabalhos póstumos, incluindo coletâneas, registros ao vivo e projetos especiais, consolidando o legado da banda.
Três décadas depois, a memória do grupo segue viva. Recentemente, familiares anunciaram a criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas, no BioParque Cemitério de Guarulhos, onde parte das cinzas será transformada em adubo para o plantio de cinco árvores nativas. A iniciativa une homenagem, sustentabilidade e preservação ambiental, simbolizando que, mesmo após 30 anos, a energia contagiante dos Mamonas Assassinas continua florescendo na história da música brasileira.





































