Dino pede investigação sobre possível ligação de Mendonça com Master

Dino pede investigação sobre possível ligação de Mendonça com Master

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, pediu investigação sobre a possível conexão do também ministro André Mendonça, por meio do Instituto Iter, de educação executiva, com o Banco Master e Daniel Vorcaro.

Essa decisão veio numa ação que trata do funcionamento de cemitérios privados em São Paulo. Flávio Dino pede a investigação de fatos conexos. E traça uma linha do tempo. Em 2024 e 2025, Dino, relator de uma ação sobre a concessão de cemitérios em São Paulo, determinou que o município restabelecesse a comercialização e a cobrança de serviços funerários tendo como teto o valor que era cobrado antes da concessão para evitar preços abusivos. Depois pediu a adoção de medidas de transparência e de fiscalização.

O caso chegou a julgamento virtual no dia 14 de março do ano passado. No dia seguinte, o ministro André Mendonça pediu vista. E quais são os fatos conexos que Dino pede investigação?

Primeiro que a Cortel, que é a empresa concessionária dos cemitérios, é ligada ao Master. O cunhado de Daniel Vorcaro, o Fabiano Zettel, atuou como conselheiro da empresa entre 2022 a 2025. Depois, o fato do irmão do ministro André Mendonça, o Alexandre Mendonça, que trabalha na SP Regula, que cuida dos serviços públicos do município, justamente na área funerária e cemiterial. Outro ponto: que Mendonça se encontrou com Vorcaro na sede do Iter – em São Paulo – no dia 14 de março. Um dia antes do pedido de vista. Depois, quando devolveu a ação,  votou favoravelmente aos cemitérios. Depois disso, passou a ter contratos remunerados com São Paulo.

Dino deu dez dias para que o Município de São Paulo e a SP Regula deem explicações e quinze dias para que a Comissão de Valores Mobiliários preste informações sobre as concessionárias, principalmente sobre a Cortel.