De acordo com Marcelo Lüders, presidente do Ibrafe, o feijão já está sendo negociado por mais de R$ 310 a saca em algumas regiões produtoras. Nas últimas semanas, foram registrados aumentos de R$ 10 a R$ 15 em intervalos de três ou quatro dias. Apesar da valorização, os produtores não têm ampliado proporcionalmente o plantio, o que pode comprometer a oferta do alimento no próximo ano.
Um dos fatores apontados pelo instituto é a concorrência com a soja, que também oferece retorno financeiro aos agricultores. No Paraná, um dos principais estados produtores de feijão, a estimativa é que a área destinada à primeira safra caia de 104 mil hectares para aproximadamente 90 mil hectares no ciclo 2026/2027. Caso a projeção se confirme, será a menor área registrada no estado desde a safra 2015/2016.
O Ibrafe alerta que a combinação de estoques reduzidos e menor produção pode manter os preços elevados entre fevereiro e maio de 2027. No entanto, o valor de R$ 12 por quilo não é uma previsão para todo o país e dependerá de fatores como clima, produtividade e volume disponível no mercado.
A expectativa é que a entrada da segunda safra contribua para ampliar a oferta e aliviar os preços ao consumidor a partir de maio.
































