Tirzepatida Caseira: Anvisa Alerta Para Risco De Contaminação E Infecções Graves

Tirzepatida Caseira: Anvisa Alerta Para Risco De Contaminação E Infecções Graves

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou, nesta quarta-feira (23), para os riscos relacionados à manipulação da tirzepatida e ao uso de medicamentos produzidos fora de ambientes que garantam condições adequadas de esterilidade.

A tirzepatida é um medicamento injetável utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e também no controle crônico do peso, incluindo perda e manutenção do peso em situações específicas. O medicamento atua sobre receptores relacionados a hormônios intestinais que participam do controle da glicemia e da saciedade.

Medicamentos manipulados

No Brasil, a tirzepatida é regulamentada pela Anvisa e pode ser comercializada por farmácias, incluindo estabelecimentos de manipulação, desde que haja indicação e prescrição médica.

A agência informou que o comércio ilegal desses medicamentos é alvo de ações policiais com seu apoio. Em 2026, também avalia medidas para ampliar a segurança desses produtos diante do aumento irregular da manipulação.

As farmácias de manipulação devem seguir as regras estabelecidas pela Nota Técnica nº 200/2025/SEI/GIMED/GGFIS/DIRE4/ANVISA, que define critérios para importação e manipulação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) relacionados aos medicamentos que atuam sobre o receptor GLP-1.

Venda de tirzepatida em pó preocupa Anvisa

A Anvisa também chama atenção para a comercialização ilegal de tirzepatida em pó nas redes sociais. Vídeos publicados na internet mostram pessoas diluindo o produto e realizando a aplicação com seringas, sem os cuidados sanitários necessários.

Como esses produtos não passaram pela avaliação da Anvisa, não é possível garantir a presença ou a concentração do princípio ativo, nem verificar a existência de impurezas ou agentes contaminantes.

Por se tratar de uma substância injetável, o produto entra diretamente no organismo. Segundo o alerta, a presença de contaminantes pode provocar infecções graves.

A Anvisa ressalta ainda que simplesmente misturar um produto em pó com água ou outra solução e aplicá-lo com uma seringa não torna a preparação segura. A ausência de garantia de esterilidade representa um risco à saúde.