Viva Maria celebra Dia da Árvore com debate sobre água e florestas

Viva Maria celebra Dia da Árvore com debate sobre água e florestas

Às vésperas da chegada da primavera, o Viva Maria desta segunda-feira, 21 de setembro, celebra o Dia da Árvore com uma reflexão sobre a importância das florestas para a preservação da água e para o equilíbrio dos ecossistemas.

O programa recebe Vera Lessa Catalão, doutora em Ciências da Educação pela Universidade Paris 8, na França, e coordenadora dos Direitos da Natureza e Bem Viver do Centro Internacional de Água e Transdisciplinaridade.

Durante a conversa, Vera chama a atenção para a relação entre o clima, as árvores e o ciclo da água. Segundo ela, a redução da água doce superficial observada nos últimos anos está relacionada a um conjunto de fatores, entre eles o aumento das temperaturas, o desmatamento e a impermeabilização dos solos.

Para a educadora, as árvores desempenham papel fundamental neste ciclo. A vegetação contribui para a evapotranspiração, ajuda a manter a umidade do solo e favorece a infiltração da água, contribuindo para a recarga das águas subterrâneas.

Vera também destaca os impactos da urbanização sobre esse processo. Com a pavimentação excessiva, a água da chuva deixa de infiltrar adequadamente no solo, aumentando o escoamento superficial e contribuindo para a perda de água que poderia ser armazenada nos aquíferos.

Outro tema abordado no programa é a participação das novas gerações na defesa da água e da natureza. Vera fala sobre o movimento “100 Mil Jovens pela Água”, ligado à Rede Ecumênica da Água, e ressalta o envolvimento de jovens em iniciativas de educação ambiental, inclusive por meio da poesia e do cordel.

A educadora também cita experiências voltadas à criação de cidades mais preparadas para receber e reter a água, como os jardins de chuva e outras soluções baseadas na própria dinâmica dos ecossistemas.

Para Vera Catalão, o cuidado com as árvores representa também uma forma de cuidar da água. Ela defende que o plantio de árvores seja incorporado às práticas cotidianas como uma atitude de esperança e compromisso com as futuras gerações.